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sábado, 5 de junho de 2010

São José: Vitória veio do banco de reservas

Equipe massacrou o Francisco Beltrão desde o inicio, mas gol veio com a entrada de Massai e Hamilton
O São José mostrou de vez o que veio fazer na Série de 2010! Após três partidas sem vitórias, o time embalou e alcançou no sábado o segundo triunfo seguido na competição, que deixou o time entre os líderes da disputa e muito próximo da vaga. A “vítima” foi o Francisco Beltrão que suportou a pressão do São José, até os 35” do 2º tempo, quando Massai e Hamilton, que saíram do banco de reservas, participaram da jogada do gol.

Insistência e substituições certas garantiram a vitória
O São José pisou no encharcado gramado do estádio do Pinhão, somente pensando em manter o embalo na Série B do Paranaense, por isso, diante do Francisco Beltrão, pressionou desde o inicio, conseguindo o primeiro bom momento logo a 1”, quando William Lima arriscou de longe e quase fez.
Nos vinte minutos seguintes, o São José chegou com perigo em faltas, sempre em cobranças de Marcão, que deram trabalho ao goleiro Rodrigo. Em uma delas, aos 43”, a bola acertou o travessão.
Mas mesmo sendo infinitamente superior na partida, o time da casa não conseguiu marcar e o placar na etapa inicial terminou no 0x0.
No segundo tempo, o treinador Velosso promoveu duas mudanças logo nos minutos iniciais, que foram as entradas de Massai e Hamilton, nos lugares de Marllos e João Paulo, respectivamente, dando maior movimentação ao ataque. Logo no primeiro lance, Massai invadiu a área e o goleiro espalmou o chute. No lance seguinte, Frank cruzou e Cigarra bateu para fora.
Até este momento, o São José já tinha ao seu favor oito escanteios contra apenas um do Beltrão. Aos 23”, Hamilton dominou a bola na entrada da área e tocou para Massai acertar o travessão.
O goleiro Rodolfo só foi incomodado aos 30”, quando Edson (camisa 17) tocou na área para o outro Edson (camisa 11), que dentro da pequena área furou no toque final.
Enquanto isso, Massai e Hamilton continuavam tocando o “terror” na defesa do Beltrão. E aos 33” saiu o gol da vitória são-joseense. Hamilton recebeu na entrada da área e rolou para Massai que na dividida com o goleiro tocou para cobertura, antes da bola entrar Hamilton atrapalhou o zagueiro adversário que tentou tirar a bola, que foi parar dentro do gol. Muita comemoração depois de tanta pressão.
Quase que no lance seguinte, o Beltrão estragou a alegra são-joseense, se não fosse o goleiro Rodolfo, que salvou à queima roupa um chute do atacante Edson.
Aos 43”, novamente Rodolfo salvou o time da casa, ao fazer uma grande defesa na cabeçada de Dione.
Final de jogo: São José 1x0 Francisco Beltrão.
Com o resultado, o São José encostou nos líderes, Campo Mourão e Foz do Iguaçu, estando entre os quatro primeiros colocados, com oito pontos, somando duas vitórias e dois empates e somente uma derrota, com três gols anotados e dois sofridos.
Vale lembrar que de acordo com o regulamento, após as onze partidas, os seis melhores times se garantem no hexagonal final, sendo que os dois melhores colocados nesta fase inicial, levam um ponto extra cada.
Nesta semana, o São José se prepara para a maratona interiorana, pois na quarta feira, às 20h30, encara o Cascavel, no oeste do estado, para no domingo fechar o “tour” diante do Londrina, no estádio do Café.

O São José atuou com Rodolfo; Washington, Diego, Marcão e Zé Tiago, Marllos (Massai) e Normando, William Lima e Narciso, Cigarra (Josimar) e João Paulo (Hamilton). Técnico: Sérgio Veloso.
O Francisco Beltrão postou com Rodrigo; Eco, André, Douglas e Cleiton, Wilson e Leonardo, Dione e Edson, Leonardo (Eliandro) e Edson Baby (Edson Almeida). Técnico: Lucca Buzzi.
Arbitragem: Luis Alberto Alves de Abreu, auxiliado por Jefferson Piva da Silva e Cícero Aparecido da Silva (boa arbitragem) e 4º árbitro: William Stolle.
Renda: R$ 225,00
Público total: 38 torcedores
Cartões amarelos: Zé Tiago, Normando e Narciso (SJ) e Rodrigo, Wilson, Dione e Edson (FB)
Expulsões: André, Douglas e Adriano.


Bastidores
Proteção divina?
O delegado da partida, Dirceu Fagundes, estava preenchendo a súmula e se deparou com a quantidade de atletas do São José com sobrenomes Jesus e Santos, respectivamente quatro e seis registros. E emendou: “Não tem como este time perder, pois é muita proteção divina”.
Calor
Não é que mesmo com a temperatura em torno dos 12º, tinha torcedor de camisa regata?. Ganhou a apelido dos colegas de “Pingüim tricolor”, em alusão as cores do time.
Faixa preta
No final da partida, alguns jogadores e integrantes do Francisco Beltrão ofenderam verbalmente o árbitro Luis Alves de Abreu e até ameaçaram ir para cima dele. Só que o “homem do apito” é faixa preta em judô. Quem iria apanhar?
Cadê a pipoca?
O preparador de goleiros do São José, Márcio, disse no intervalo do jogo que o pipoqueiro do estádio fez jus ao nome, pois “pipocou” mesmo, não aparecendo para encarar o frio e vender pipocas.
Estamos quites!
Quem não se lembra da fatídica estreia do São José no ano passado na Série B? Pois é, na ocasião o time só pode jogar com dez atletas, por problemas de registro na FPF, e acabou perdendo para o F. Beltrão, no sudoeste do estado, por 1x0. Agora, de igual para igual, o São José devolveu o placar.
Local certo?
No intervalo, duas jovens (e belas) moças estavam conversando com alguns atletas. Para os que ficaram “empolgados” com a presença feminina no meio de tanto marmanjo se decepcionou ao saber que elas acompanham o F. Beltrão, e que na verdade, estavam aproveitando o jogo para divulgar uma igreja em Curitiba.
Sotaque engraçado
O treinador Lucca Buzzi, do F. Beltrão é italiano e em algumas vezes que orientava o seu time, o sotaque italiano nas palavras brasileiras arrancou gargalhadas dos presentes, por causa do som engraçado das pronuncias.

Texto e fotos de Osmar Rebolo Junior


Massai toca por cima para fazer o gol da vitória

Coxa vence outra fora; Atlético perde novamente longe da Baixada

Coxa já é o terceiro colocado na Série B, enquanto que o Furacão vai ter que mudar muita coisa na folga para a Copa
O Coritiba está mostrando as suas credenciais de favorito ao acesso para a Série A de 2011, com a boa campanha que vem fazendo na atual Série B do Campeonato Brasileiro, pois o coxa venceu a 3ª partida seguida na competição, desta vez, por 3x1 diante do Santo André, fora de casa, e já é o terceiro colocado, com 14 pontos, atrás somente de Paraná Clube e América Mineiro. Já o Atlético continua indo de mau a pior na Primeira Divisão, pois perdeu outra vez fora de casa, em Salvador, diante do Vitória, por 1x0, mantendo o vergonhoso 0% de aproveitamento longe da Baixada.

Coxa embalado
Seguindo o exemplo do Paraná Clube, que lidera a competição, após a vitória de 2x1 diante da Portuguesa, em partida que aconteceu na Vila Capanema, na sexta feira, o Coritiba entrou em campo, diante do Santo André, em São Paulo, no sábado, em busca de entrar de vez no “G-4”. E logo aos 4minutos, mostrou o poderio do ataque campeão estadual, com o gol anotado por Marcos Paulo. Jogando solto e mandando na partida, o Coxa teve várias chances de aumentar o placar e conseguiu aos 48” do 1º tempo, através do argentino Ariel.
Na etapa final, em vantagem no placar, o coxa foi criando boas chances de ampliar, mas a defesa andreeense se reorganizou e “segurou as pontas”.
O time da casa só incomodou quase no final do jogo, aos 32”, quando Altair descontou. Mas nada que preocupasse o Coritiba, que aos 38” fechou o placar em 3x1, com Cleiton.
O coxa volta à campo somente no dia 13 de julho, às 19h30, em Joinville, diante do Bragantino.

Atlético: Novo treinador, velhos problemas
A torcida atleticana estava esperançosa de que o time embalaria no Campeonato Brasileiro, depois de vencer de virada o Botafogo, por 3x2, no meio de semana, na Baixada, na estreia do treinador Paulo César Carpegiani. Porém, em Salvador, frente ao Vitória, o Furacão perdeu a terceira partida seguida, longe de Curitiba.
No nordeste até que o Atlético criou algumas chances, como aos 23 minutos, quando Bruno Mineiro rolou para Paulo Baier, que colocou por sobre o gol. Aos 32”, o capitão atleticano teve outra chance e quase fez. Aos 42”, foi a vez de Bruno Mineiro acertar uma bola na trave.
Tudo indicava que na etapa final, o Rubro-Negro iria conseguir abrir o placar, pois continuava forte no ataque, e aos 10min, pediu pênalti em jogada que Branquinho invadiu a área e foi derrubado por Egydio, mas o árbitro não marcou nada. Nos minutos seguintes, Paulo Baier e Bruno Mineiro perderam outras chances.
Tudo ia bem até que Paulo César Carpegiani trocou Branquinho por Tartá, fazendo com que o time perdesse fôlego no ataque. E o erro custou caro, pois sem força ofensiva e contando com mais uma falha grotesca da zaga, o Vitória marcou o gol da partida, aos 35”. Em falta pela direita, Elkeson cobrou falta e Schwenck, completamente sozinho, não teve dificuldades para abrir o placar de cabeça.
Atrás no marcador, o Atlético ainda tentou empatar, em cobrança de falta de Paulo Baier, e por fim, em um lance que Bruno Mineiro, completamente sozinho, cabeceou para fora.
Com a derrota, o Furacão voltou a ficar e maus lençóis, com apenas sete pontos nas últimas colocações. Na volta da Copa do Mundo, o Atlético enfrentará o Cruzeiro, no dia 14 de julho, às 19h30, na Arena da Baixada.

Texto: Osmar Rebolo Junior

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Show do segundo tempo garantiu virada atleticana

Depois de estar perdendo por 2x0, Furacão virou para 3x2
Novamente foi sofrido, mas desta vez, a torcida atleticana não saiu com raiva da atuação do time, principalmente pelo apresentando no segundo tempo, que com certeza, foi o melhor desempenho do Atlético neste Campeonato Brasileiro, pois o Furacão – que no tempo inicial foi horroroso – não deu chances para o Botafogo, tendo até chances de vencer por um placar maior que o 3x2. Paulo Baier foi o destaque, virando o jogo, inclusive com um golaço em cobrança de falta.

Após péssimo primeiro tempo, redenção veio na etapa final
O Atlético entrou em campo de astral “novo”, já que no banco estava o experiente treinador Paulo César Carpegiani, que substituiu Leandro Niehues, que finalmente largou o posto e voltou a ser auxiliar técnico.
Entretanto, jogando com o zagueiro Leandro e o atacante Branquinho como reserva, o Furacão deu indícios que poderia dar mais um grande vexame em casa, principalmente depois que Herrera, aos 11”, aproveitou uma vacilo da zaga e fez 1x0. Aos 20”, Branquinho entrou no lugar de Leandro. Minutos antes, um susto. Tulio Souza, após uma disputa de bola, caiu em cima do próprio ombro, e na sequencia desmaiou. Felizmente, está tudo bem com o atleta.
Voltando ao jogo, a torcida atleticana estava impaciente, vendo em campo um verdadeiro festival de passes errados do Rubro-Negro. O time carioca mandava na partida e com facilidade fez o segundo gol, aos 24”, com Lucio Flávio, que entrou livre pela direita e chutou sem chances para Neto.
Em seguida, aos 27”, Paulo Baier invadiu a área e com estilo descontou para 2x1.
O Atlético voltou do intervalo com Fransérgio no lugar de Alan Bahia, o que deixou alguns torcedores pessimistas, entretanto, o atleta finalmente correspondeu em campo. Logo aos 2”, Maikon Leite foi derrubado dentro da área. Na cobrança, Paulo Baier fez um golaço, ao colocar a bola do ângulo do goleiro Jefferson, que nem se mexeu.
Aos 10 minutos, Alex Mineiro entrou no lugar de Maikon Leite, que saiu com o ombro machucado. E foi com o velho artilheiro atleticano, que saiu o gol da virada. Aos 13” Alex recebeu de Márcio Azevedo e chutou, a bola desviou na zaga botafoguense, indo morrer no fundo das redes cariocas.
A Baixada foi à loucura e por pouco não comemorou mais ainda, porque Rhodolfo fez bonita jogada individual, mas ao invadir a área bateu fraco. Ele mesmo quase fez em uma cabeçada que o goleiro salvou. Alex Mineiro também teve outra chance, mas o gol não saiu. Pelo lado botafoguense, o único susto na etapa final foi aos 44”, após uma cabeçada do atacante carioca, que Neto segurou com firmeza.
Final: Atlético 3x2 e um futebol convincente, pelo menos, na etapa final.
No sábado, o Furacão enfrenta o Vitória fora de casa, às 8h30, no Barradão, em Salvador.

FICHA TÉCNICA
Atlético 3x2 Botafogo
Local: Baixada
Competição: Campeonato Brasileiro
Arbitragem: Paulo César de Oliveira (péssimo), auxiliado por Enilson Corona e Hernan Brumel Vani
Renda: R$
Público: 13.328 torcedores
Cartões amarelos: Alan Bahia (CAP), Leandro Guerreiro (BOT), Branquinho (CAP), Fahel (BOT), Wellington (BOT), Herrera (BOT), Wagner Diniz (CAP), Bruno Mineiro (CAP) e Márcio Azevedo (CAP)
Expulsões: Wagner Diniz (CAP); Fahel e Wellington (BOT)
Gols: Herrera, aos 7” e Lúcio Flávio, aos 24” do 1º tempo para o Botafogo; Paulo Baier, aos 27” do 1º tempo e aos 2” do 2º tempo, fechando o placar Alex Mineiro, aos 14” do 2º tempo.
Atlético: Neto, Manoel, Rhodolfo e Leandro (Branquinho); Wagner Diniz, Chico, Alan Bahia (Fransérgio), Paulo Baier e Márcio Azevedo; Maikon Leite (Alex Mineiro) e Bruno Mineiro. Técnico: Paulo César Carpegiani.
Botafogo: Jefferson; Fahel,Wellington e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Túlio Souza (Sandro Silva), Lucio Flávio (Caio) e Somália (Marcelo Cordeiro); Edno e Herrera. Técnico: Joel Santana.


Texto e fotos de Osmar Rebolo Junior

Chico e Rhodolfo (04) comemoram com Paulo Baier o segundo gol atleticano

Paulo César de Oliveira prejudicou o Atlético

Além do Atlético enfrentar todas as suas deficiências, também teve que se defrontar com o Botafogo e o árbitro Paulo César de Oliveira. Coincidência ou não, quando o Furacão estava fazendo um péssimo primeiro tempo, a arbitragem foi boa, mas depois que o Rubro-Negro virou o placar para 3x2, estranhamente o árbitro começou a ser envolver em lances polêmicos, sempre em favor do time botafoguense.
Além de não dar ou inverter pelo menos três faltas que eram do Atlético próximas à área, Paulo César ainda amarelou injustamente Bruno Mineiro - após um impedimento o jogador chutou a bola para o gol, mas ficou claro que foi no mesmo momento do som do apito -, Márcio Azevedo – em lance normal de disputa de bola – e ainda Wagner Diniz, também em um lance sem gravidade. No caso de Diniz, no final do jogo, o atleta se estranhou com um botafoguense, mas o árbitro mostrou o segundo amarelo e a conseqüente expulsão, enquanto que para o jogador rival não aconteceu absolutamente nada. Lógico, que quando saiu de campo, Paulo César foi muito xingado pela torcida atleticana.


Paulo César de Oliveira foi mal no segundo tempo, sempre prejudicando o Atlético

terça-feira, 1 de junho de 2010

Coxa vence a 3ª seguida; Paraná sai da ponta

O Coritiba confirmou a sua reabilitação no Campeonato Brasileiro da Série B, ao vencer nesta terça feira em Joinville, a Ponte Preta por 2x1. Com o resultado, o coxa para a 7ª colocação, com onze pontos. No sábado, o campeão paranaense enfrenta fora de casa o Santo André, às 16h10.
Em Recife, o Paraná não teve a mesma sorte do coxa e não conseguiu manter a sequência de vitórias. O tricolor perdeu para o Sport por 1x0, que derrubou o time para a 3ª colocação, com doze pontos - um a menos que os líderes Portuguesa e Bahia, com treze pontos. Na sexta, a equipe enfrenta em casa a Portuguesa, às 21h.

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